Vejo em seus olhos
a Torre de Babel,
o peso de uma construção incompleta.
Vejo em seus olhos
o Arcano Maior XVI,
caindo sem esperança
do alto.
E estou aqui embaixo,
de braços abertos,
para segurar um anjo rebelde,
expulso dos céus.
É, você carrega o peso do pecado,
o peso da dor de uma guerra silenciosa.
Isso tudo escrito em seus olhos.
Me diga como é a dor da solidão?
Me diga como é uma ferida
que nunca se fecha?
Me diga como é guardar tantas
lágrimas dentro do coração?
Me diga por que, sempre que cai,
volta a subir em ruínas que insiste
em chamar de Torre?
Um pecador assumido,
sem medo dos julgamentos,
quebrando as expectativas de
uma redenção falsa.
Nenhum comentário:
Postar um comentário