segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

A Torre

Vejo em seus olhos
a Torre de Babel,
o peso de uma construção incompleta.

Vejo em seus olhos
o Arcano Maior XVI,
caindo sem esperança
do alto.

E estou aqui embaixo,
de braços abertos,
para segurar um anjo rebelde,
expulso dos céus.

É, você carrega o peso do pecado,
o peso da dor de uma guerra silenciosa.
Isso tudo escrito em seus olhos.

Me diga como é a dor da solidão?
Me diga como é uma ferida
que nunca se fecha?
Me diga como é guardar tantas
lágrimas dentro do coração?

Me diga por que, sempre que cai,
volta a subir em ruínas que insiste
em chamar de Torre?

Um pecador assumido,
sem medo dos julgamentos,
quebrando as expectativas de
uma redenção falsa.

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