Estamos pisando em nuvens,
sutilmente afundando no ar,
queda em câmera lenta.
Seguramos nossos copos
com água gelada
e limão,
sugando pelo canudinho
enquanto caímos.
Felizmente entediados,
infelizmente com
problemas acumulados.
Dessa vez, eu soltei tudo
o que me prendia,
o que me enlaçava,
o que me fazia sentir amarga,
pesada.
Dessa vez, eu não quis
carregar o mundo nas costas,
nem controlar o incontrolável.
Lembrei quem sou.
Da arte que corre em minhas veias
e artérias.
Me fundi ao caos.
Então, não me perdi,
porque o sou.
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