Dissipo-me na névoa do ego
desaprendendo quem sou
mitomaníaca mental
vivo do que é irreal
sorvendo qualquer líquido
que mate minha sede
mato o meu corpo inocente
e então torno-me aquilo
que não se identifica
aquilo que não é
caindo nas tocas de coelho
o relógio faz tic-tac, tic-tac
o meu tempo está acabando
quando acordar
estarei presa na maldita realidade
desnutrida do que é verdade
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