Se eu fosse um pássaro
de penugens turquesa,
voando sob as quatro fases da lua:
nova, crescente, cheia e minguante,
absorveria o ar gelado
da madrugada
e me uniria às estrelas
em seu esplendor.
Fingiria ser uma bailarina dos céus,
em rodópios incessantes.
Então, nenhuma preocupação
me alcançaria:
tão alto estaria.
Porque o mundo obscuro,
como só ele
pode ferir corpos, corromper destinos.
E a vida só é sorte para alguns,
mas azar para muitos.
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