O desejo pulsa
como uma serpente de fogo
que se enrosca em nossa perna
e sobe pela coxa
tão ardente e marcante
deixando a pele roxa
enforca o pescoço
queima nossa boca
nos mata de prazer
nos deixa louca
faz sonhar madrugada adentro
com aquele único momento
quando o inferno tocava o céu
unindo o sagrado ao profano
o profano ao inconsciente
agora o que faço com o frenesi
de uma conexão que ainda
existe no meu peito doente?
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